Materiales sobre la caída del Estado Portugués de India en 1961 (Goa, Damão e Diu)

Posted on 2021/02/02

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O padre, o oficial e o político. Traumas de Goa, 54 anos depois

Ana Soromenho // EXPRESSO 19/12/2015

RENDIÇÃO. Contra a vontade de Salazar os soldados portugueses foram feitos prisioneiros em vários campos

 

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A 18 de dezembro de 1961, fez esta sexta-feira 54 anos, as tropas de Nehru invadiram as possessões portuguesas do sul da Índia. Um ministro português da altura, Pedro Soares Martinez – num testemunho inédito -, o capelão das tropas em Damão e o único oficial ainda vivo dos três que foram expulsos das Forças Armadas contam, na primeira pessoa, o que se passou

Na madrugada de 18 de dezembro de 1961, tinham então passado 450 anos sobe a conquista de Goa, as tropas da União Indiana tomaram as últimas concessões coloniais na Índia, tornando todo o território indiano independente.

Contra 50 mil homens da União Indiana, armada e modernizada, o exército português arregimentado entre Goa, Damão e Diu, composto por três mil e quinhentos soldados, rendeu-se 36 horas depois. A rendição, assinada pelo último governador do estado português na Índia, o general Manuel António Vassalo e Silva, foi tomada à revelia de Salazar, que, num telegrama em despacho para o palácio do Governador, comunicara: “Não prevejo possibilidade de tréguas, nem prisioneiros portugueses, como não haverá navios rendidos, pois sinto que apenas pode haver soldados e marinheiros vitoriosos ou mortos.” Mas, contra a previsão do Presidente do Conselho, houve uma total rendição dos militares. Dos três mil e quinhentos militares presentes, apenas 25 morreram. A maioria não entrou em combate.

Da tragédia de Goa ficou um herói: Oliveira e Carmo, o comandante da lancha Vega. Perdido no meio do mar, desesperado e solitário, atacou um cruzador indiano até ser abatido, tornando-se, tragicamente, o símbolo metafórico de um império à deriva.

Salazar nunca reconheceu o estado indiano. Nem perdoou aos militares que não “salvaram a honra da pátria”. No regresso a Portugal foram severamente castigados.

Pedro Soares Martinez, professor de Direito, na altura ministro de Salazar, conta, num testemunho inédito, o que se passou no histórico conselho de ministros de 22 de março de 1963, onde se decidiu o destino dos oficiais, cujas consequências revelamos nos testemunhos de António da Silva Mendes, então capelão militar, e de Manuel Marques da Silva, o único oficial vivo, dos três expulsos da marinha, na sequência da invasão de Goa.

PEDRO SOARES MARTINEZ

 
Ex-diretor da Faculdade de Direito de Lisboa, foi ministro da Saúde e da Assistência entre 1962 e 1963

Ex-diretor da Faculdade de Direito de Lisboa, foi ministro da Saúde e da Assistência entre 1962 e 1963

 

ANTÓNIO PEDRO FERREIRA

“CONSTA-ME QUE NO PRÓXIMO CONSELHO DE MINISTROS VAMOS TRATAR DO PROBLEMA DOS OFICIAS DA ÍNDIA. NÃO GOSTAVA DE IR EM BRANCO”

Uma tarde os meus secretários de então, o Chico Balsemão (Francisco Pinto Balsemão) e o Piqui (António Pedro Ruella Ramos), que apareceram muito excitados com a novidade: “Parece que no próximo Conselho de Ministros vão tratar do problema dos oficiais da Índia.” . Telefonei imediatamente ao ministro da Defesa, o Manuel Gomes de Araújo:. “Consta-me que no próximo conselho de Ministros vamos tratar do problema dos oficias da Índia. Não gostava de ir em branco”. Deu-me autorização para passar lá no gabinete. Eu, que ainda conservo uma memória razoável, devo ser das pessoas que ainda tem presentes os processos dos oficias da Índia.

O que se passou foi o seguinte. Tal como sempre nestas circunstâncias, houve uns que cumpriram e outros não. Agora, põe-se o problema de saber se podiam ou não cumprir. À medida que regressavam da Índia, os prisioneiros eram chamados: “Òh homem o que é que você viu, o que é que você sabe?” Mas para um jurista o que interessa é : “Aquelas acusações têm a natureza de crimes militares ou têm a natureza de infrações disciplinares?” Houve processos disciplinares, mas aquilo que se chama em linguagem militar “processos disciplinares”, para mim não serve. Por uma razão muito simples: Não havendo acusação, não pode haver nota de culpa. Era isso que importava apreciar, e isto só se podia apreciar em tribunal. Os ministros das pastas militares aplicaram penas, algumas de demissão, a vários oficiais. E depois orientaram as coisas para que o Conselho de Ministros se pronuncia-se.

Nesse conselho de Ministros, aAbri a sessão com este discurso: “Tratando-se de infrações disciplinares, não temos de confirmar nem de deixar de confirmar, não temos competência para isso. Se se tratar de crimes militares, também não temos competência, para nos pronunciarmos. Compete aos tribunais julgar.” O Galvão Telles, ministro da Educação, e o Gonçalves Proença, ministro das Corporações, acompanharam-me inteiramente. O Correia de Oliveira, o ministro Adjunto, contrariou, partindo do princípio que era esta a ideia de Salazar. Os outros ministro já não sabiam para onde se haviam de voltar. Salazar sempre calado, não se pronunciou e Franco Nogueira também não.

Esperei sempre que o ministro dos Negócios Estrangeiros, formado em Direito, tivesse uma palavra a dizer, mas não. A sessão tinha começado às seis horas em ponto e foi até perto das nove, o que era muito raro. Entretanto eu tinha já falado por duas vezes contrariando os argumentos do Correia de Oliveira e já quase no fim, quando o ministro da Justiça, o Antunes Varela, pede a palavra e dá razão à tese do Correia de Oliveira, percebi que estava tudo estragado.

Ainda tentei falar, mas o doutor Salazar – que já tinha passado das oito e meia, a sua hora de ele jantar e ele era muito escrupuloso nessas coisas – cortou e disse: “Já estamos elucidados. O conselho de Ministros com três votos contrários -nem sequer tinha havido votação -decidiu no sentido de não se enviar o processo para os tribunais. Mas há um ponto em que o senhor ministro tem toda a razão. É que este assunto ambém não é da competência do Conselho de Ministros. Por isso já emendei a nota para a imprensa. Em vez de dizer “o Conselho de Ministros confirmou as penas aplicadas pelos ministros das pastas militares”, modifiquei para: “O Conselho de Ministros tomou conhecimento das penas aplicadas pelos ministros das pastas militares”. No páginas dos jornais no dia seguinte é este texto que aparece.”

 

MANUEL MARQUES DA SILVA

Comandante da lancha Sirius, destacado em Goa, na véspera da invasão e autor do livro "A última história de Goa"

Comandante da lancha Sirius, destacado em Goa, na véspera da invasão e autor do livro “A última história de Goa”

“COMO MILITAR FUI DURAMENTE PUNIDO”

“Cheguei a 3 de dezembro, com uma guia de marcha para ir comandar a lancha Vega, que entretanto já tinha sido enviada para Diu, com o Oliveira e Carmo. O comandante Brito e Abreu estava em Damão com a Antares e sobrava a Sirius que tinha ficado em reparações em Goa que não chegou a fazee. Veio para o mar no dia 13 de dezembro Fundeei ao largo do porto de Mormugão, onde já estavam cinco navios indianos. Na madrugada de 18, fui apanhado de surpresa com os ataques dos aviões na outra margem onde estava o aeroporto e os ataques dos navios da artilharia indiana. O Afonso de Albuquerque, fundeado no, rio arrancou e ripostou com fogo. Entretanto chegou uma mensagem: ” “Em caso de situação perdida afundar o navio.”.

Qaundo o Afonso de Albuquerque foi atingido fecharam o porto e as comunicações pararam. Mantive a calma, Era a primeira vez que me acontecia uma situação daquelas. Percebi que com o “Afonso”, encalhado e a ser flagelado pela artilharia, não teria hipótese de reagir.. Decidi afundar o navio. Mandei os meus homens sair. Vieram a nadar para terra. Afundar um navio não é uma coisa nada fáci. Tentei abrir as válvulas de fundo para que a água entrasse. Estavam calcinadas. Lembrei-me que a lancha tinha estado nos estaleiro para reparar uns veios nas hélices porque entrava água…”Talvez se fizer marcha-a-ré com toda a força contra os rochedos a água entre”, pensei.. Investi. Ouvi um estrondo brutal. Quando a água começou a entrar Saltei e vim a nadar para terra.

AFUNDAR A lancha Sirius, pouco antes da invasão

AFUNDAR A lancha Sirius, pouco antes da invasão

Ficámos abrigados nos rochedos a ver o fogo da artilharia, um estilhaço de um dos projeteis atingiu um sargento que estava ao meu lado e cortou-lhe a cabeça. Podia ter sido eu. Quando escureceu começamos a andar na mata. Encontramos um acampamento do exército e soube que aquela gente ia para um campo de prisioneiros. Tinha aprendido na ética militar, que devemos evitar ser feitos prisioneiros. Foi essa a segunda decisão que tomei. Ffiquei sozinho com os meus homens e comuniquei que iria pedir abrigo um cargueiro estrangeiro. Eles acompanharam-me. Navegamos de noite até ao navio cargueiro, Olga Minakoulis, que se encontrava mais perto e o comandante do navio deu-nos abrigo.

 

A 25 de dezembro navegamos até Carachi onde me fui apresentar ao embaixador português. Já lá estava o Brito e Abreu que tinha ido de Damão e também não se tinha deixado fazer prisioneiro. Em Portugal, consideravam-nos mortos, e a minha família tinha visto na RTP a minha cara a passar como herói da Índia. Enviei um telegrama ao chefe de Estado Maior da Armada, outro à minha família.

Chegámos de avião a Portugal, começou logo a correr mal. Uma carrinha da Pide, aguardava-nos no aeroporto para nos levar ao ministério da Marinha, nem tive tempo de me fardar. “Então o que é que se passou no dia 19 em Goa?” Corrigi: “Dia 18, senhor almirante.” Ele reafirmou: “A invasão foi a 19, toda a gente sabe.”… “Desculpe mas quem lá estava era eu”. Era péssima maneira de começar um diálogo com o chefe de Estado Maior da Armada. Passei ao gabinete do ministro, que imediatamente viu que eu estava muito. cansado. Era sexta-feira dia 31 de dezembro. Mandou-me ir ter com a minha família.

Em maio de 62 fui chamado para fazer declarações no âmbito do processo de averiguações. Fizeram-me 3 acusações: Qual o critério da minha decisão; Que teria afundado a lancha antes de tempo; Tinha-me recusado a ir para o campo de prisioneiros. Expliquei o que se tinha passado, assumi que tinha sido o único responsável pelas decisões e o processo parecia acabado.

Até ao dia 23 de março de 1963. Estava de serviço em Vila Franca de Xira, e a minha mulher telefona-me, dizendo que lera no jornal que eu tinha sido demitido. Como militar fui duramente punido. Obviamente, as penalização dos militares de Goa eram um aviso para os militares de África. Depois do 25 de abril voltei a ser integrado na Marinha, mas como já tinha a minha vida feita como engenheiro, passei à reserva.

Durante todos estes anos a minha mulher viveu sob o signo do drama Goa. Promet que a levaria lá quando me sentisse emocionalmente preparado. Só passado 50 anos consegui voltar.

ANTÓNIO DA SILVA MENDES

 
Pároco da cúria de Lamego, então alferes do serviço religioso em Diu

Pároco da cúria de Lamego, então alferes do serviço religioso em Diu

“FOI NAQUELE MOMENTO QUE CORRI PARA A JANELA E TOMEI A DECISÃO DE ERGUER A BANDEIRA BRANCA”

Cheguei em novembro. Damão era uma pequeníssima população com pouco mais de 500 habitantes a poucos quilómetros da fronteira, atravessada por um rio maravilhoso. Todos os dias celebrava missa na casa das freiras que tinham um internato de meninas, eu estava ali muito bem e de repente os indianos invadem Damão.

Na véspera, tinha ido com os oficiais da messe ao palácio do governador, Foi lá que vimos na primeira página do “Times of India”, a notícia: “Now or never”. Imediatamente instalou-se um clima de pânico. Ouvi um comandante dizer: “Já que vamos morrer todos, tragam whiskies vamos beber!” Ninguém conseguiu beber.

Quando começaram os tiroteios, fui para o hospital civil. Estava lá uma menina do internato das freiras, tinha sido atingida por um estilhaço. Eu conhecia-a bem aquela menina. Abeirei-me dela, abriu os olhos, disse: “Padre!” e morreu. Foi naquele momento que corri para a janela e tomei e ergui a bandeira branca.

Na noite da consoada os soldados indianos viram-me buscar ao hospital. Durante duas horas atravessamos um descampado até chegarmos ao rio. O rio tinha a largura de quatro metros e estava cheio de crocodilos. Avancei sozinho até à beira da água para morrer. Comecei a rezar. De repente ouvi: “Stop!” e mandaram-me voltar para trás. Cheguei ao hospital completamente perturbado.

Só passado um mês, fomos num cargueiro até Goa. Em Goa soube que Salazar tinha escrito um telegrama a Vassalo e Silva, dizendo que morrêssemos porque a pátria precisava de heróis”. Lembro-me de ter pensado: “Que Deus nos ajude!”, Depois fomos para o campo de concentração. Só quem viveu aquilo saberá. Não sei como sobrevivi. Talvez porque ainda fosse muito jovem e tinha uma missão.Tentava animar os meus soldados, mas no meu intimo pensava que íamos morrer todos.

 

Em maio comunicaram-nos que iríamos para Carachi para regressar. Mal me lembro da viagem. Recordo-me apenas de mal ouvir um pequeno barulho, imediatamente me atirar para o chão.

Chegue ei levaram-me para o Quartel da Ajuda, onde fui recebido por um capitão: “Senhor capelão tenho ordens para que dispa imediatamente a farda”. Tirei as botas, a camisa estava quase a tirar as calças: “calma, assim está bem”, disse o capitão. Pôs-me em sentido: “Se o capitão dá uma ordem, o alferes compre!” Percebeu imediatamente o estado em que me encontrava e aconselhou-me a ir à terra ver os meus pais. Depois deu-me dinheiro, levou-me à camioneta e pediu para não dizer nada a ninguém. Nunca soube o nome dele.

Quando entrei no seminário parecia que estavam perante um fantasma. Já inham rezado uma missa pela minha alma. Segui para Lamego para me presentar ao bispo. Estendeu-me secamente a mão para lhe beijar o anel e disse: “Porque não escreveu ao seu bispo?” Expliquei-lhe que tinha estado num campo de prisioneiros: “Então recompõem-te rapidamente que te vamos mandar para Angola”. Desatei a chorar. Imaginara ser recebido como um herói. Estava a ser castigado. Soube depois que tinham-no informado içara a bandeira branca no hospital. Fiquei em Angola até revolução. Só muito anos mais tarde o bispo pediu-me perdão.

https://media.rtp.pt/descolonizacaoportuguesa/pecas/o-fim-de-sao-joao-de-ajuda-a-queda-da-indiaartigo-3-capitulo-2/

https://www.tribuneindia.com/1999/99feb21/sunday/head3.htm

Stories of Heroism, Dr. B.C. Chakravorty, edited by Dr. U.P. Thapliyal, Government of India, Ministry of Defence, History Division.

The Portuguese refusal to transfer her Indian settlements of Goa, Daman, Diu and Anjidiv Islands to the Indian Republic, led to Operation Vijay in 1961. They had ruthlessly suppressed a peaceful Satyagraha launched to liberate these territories in 1955. In 1961, they even fired on some Indian coastal steamers and fishing boats near Anjidiv Island. India, therefore, decided to use force to liberate the Portuguese pockets on her soil.

Goa Operations

On 11 December 1961, 17 Inf Div and attached troops were ordered to advance into Goa to capture Panjim and Marmagao. The main thrust on Panjim was to be made by 50 Ind Para Bde Group from the north. Another thrust was to be carried by 63 Inf. Bde from the east. A deceptive thrust, in company strength, was to be made from the south along the Majali-Canacona-Margao axis.

The Eastern Thrust

On December 18th, the 50 Para Bde Group moved into Goa in three columns. The western column (the 2 Sikh LI Group) marched on the Dodamarg-Tivim-Betim-Panjim axis, the central column (1 Para Punjab) on the Benastarim-Panjim axis and the eastern column (2 Para Maratha) on the Dodamarg-Usgao-Ponda axis. The first 2 competed in the race for Panjim. The western column led by armour moved out at 0630 hrs. The armour reached Betim shortly after 1700 hrs without encountering any opposition. The 2 Sikh LI joined it by 2100 hrs, crossing over mines and demolished bridges en-route. Panjim now lay only 549 metres away. But in the absence of orders from above, the unit stayed at Betim for the night. The same night Major Sidhu of the 7 Cavalry was killed when Portuguese guards fired on an unsuspecting Indian rescue party at Aguada Fort.

On December 19th, the 2nd Sikh LI received permission to cross over to Panjim and the two rifle companies landed there at 0735 hrs. The race to Panjim was won. The central column of 1 Para Punjab crossed the border at 0600 hrs. Up to Bicholim it moved as the eastern column but from there it turned on the Banastarim-Panjim axis. It reached Banastarim at 1730 hrs but was held up there on account of the broken bridge. On December 18th, the water obstacle was negotiated and the column reached Panjim by 0830 hrs, 55 minutes after the Sikhs. The eastern most column (2 Para Maratha) moved on the northern route on the Sanquelim-Usgao-Ponda axis. It reached Ponda at 1345 hours and brought order to the town. The eastern column conducted patrolling in the Ponda-Banastarim sector and established contact with the rear elements of 1 Para on December 19th.

The Northern Thrust

The 63 Indian Inf. Bde. moved into Goa from Anmond in two columns. The right column (2 Bihar) moved through a track whereas the left column (3 Sikh) moved down the existing road. Both columns linked up at Mollem and then moved on to Ponda taking separate routes. 3 Sikh could not go beyond Darbandora on December 18th. 2 Bihar went further to settle at Candeapar for the night. Meanwhile the 4 Sikh, the rear battalion, reached Candeapar river crossing at midnight. At 0600 hrs on December 19th, 4 Sikh crossed Candeapar by wading through chest high water and by mid-day rolled into Margao. It then marched on to Dabolim through Verna where a number of Portuguese surrendered at 1530 hrs. Finally it moved to Vasco Da Gama where the Portuguese formally surrendered at 2030 hrs. With the 4 Sikh in the lead, 2 Bihar also pressed on in the direction of Margao. But finding the Sikhs well set on the outskirts of the town it advanced on Verna. The enemy stronghold was attacked on both flanks and their resistance collapsed.

The swift action of 2 Bihar at Verna enabled the 4 Sikh to press on to Dabolim and Marmagao unhindered. The 3 Sikh was put on reserve on December 19th. From here it marched on to Margao and beyond in two columns. Some 400 Portuguese soldiers surrendered before it on December 20th. A diversionary move was made from south along the Majali-Canacon-Margao axis, in company (4 Rajput) strength. It was meant to mislead the Portuguese about the direction of the main Indian thrust. The southern column marched up to Margao overcoming road blocks, mines & broken bridges and helped in restoring order there. The 17 Division ended more than four centuries of Portuguese rule over Goa in just 40 hours. The IAF also played a useful role as its Canberra aircraft, twice bombed the Dabolim airfield whereas Hunters bombed Bombolim Wireless Station.

Daman Operations

Operations in Daman were conducted by the 1 Maratha LI. It launched an attack on Nani Daman from the north after neutralising the Flying Control Tower and Post-175 in a pre-dawn sweep. By 1700 hrs, the two companies had reached the Garden area south of the airfield. The battalion settled in this area for the night. At 1100 hrs on December 19th, the Portuguese made a surrender in Daman without giving any fight. In this push forward, artillery and air support played an effective role. The Army captured 600 soldiers and some guns & mortars in Daman. The Army suffered 1 JCO and 3 ORs killed and 1 JCO and 13 ORs wounded in the Daman operations. Portuguese suffered 10 killed and 2 wounded.

Diu Operations

Diu was the smallest Portuguese possession in India. A two-pronged attack was made on Diu-one from the north-west and the other from the north-east. The north-western thrust on Kob-Forte-Do Passo-De Covo axis was made by two companies of 20 Rajput, to establish a bridge-head and to capture the airfield. But the Rajput effort was frustrated by the well sited MMG and LMG fire across the creek. The Rajputs (B Coy) where, however, successful in their thrust on the Ahmdepur-Gogal axis. They replaced the 4 Madras and successfully attacked Gogla at 1600 hours. The enemy resistance was overcome with heavy pounding of guns. Portuguese garrison showed a white flag and surrendered. In Diu operations the IAF gave very useful support to the Rajputs. Toofani aircraft gave much needed support by bombarding the citadel and the control tower at the airfield on December 18th. On December 19th, the 4 Madras (C Coy) occupied the Island of Panikota and captured 13 Portuguese soldiers.

Anjidiv Island

Anjidiv lies to the south of Goa. The task of capturing this Island was entrusted to the INS Mysore and the INS Trishul. While the INS Mysore was to provide covering fire, the INS Trishul was to land a party on the Island. The assault party called ‘Rustum’ landed there successfully at 0715 hrs on December 18th. Another party followed at 0746 hrs. At this stage, the Portuguese hoisted a white flag near beach Lima. But this was a deceptive move and the Portuguese soon started firing on the second Indian party nearing the beach. The Army suffered some casualties in this treacherous attack. INS Trishul and the INS Mysore thoroughly shelled the enemy strong points to break the resistance. As a result of this pressure, many Portuguese surrendered on December 18th. More prisoners were taken over on December 19th. At 1425 hrs on December 19th, the Indian Flag was hoisted at Anjidiv.

Domingo 21 de febrero de 1999

While the Portuguese did not offer any determined resistance in Goa, their garrisons in Daman and Diu put up a stiff fight before surrendering, writes Anil Shorey

The forgotten battles of Daman and Diu

WHILE a lot is known about the classical liberation of Goa, little is known about the heroic battle of Daman and Diu, where maximum fighting took place, causing quite a few casualties to Indian soldiers and a lot more to the Portuguese troops. Twentyseven years ago ‘Operation Vijay’ was the code name given to the Indian Army’s plan to liberate Goa, Daman and Diu from nearly 450 years of Portuguese rule. Even after 14 years of India’s Independence, the Portuguese stubbornly continued to occupy these territories in spite of the local population’s struggle against occupation and suppression. Indian troops moved in on December 18, 1961, under the overall command of Lt-Gen J.N. Chaudhuri, GOC-in-C, Southern Command. Goa was captured with relative ease following a three-pronged drive by 17 Infantry Division under the command of Major-Gen K.P. Kandeth. However, the enclaves of Daman and Diu were captured under stiff resistance by 1 Maratha Light Infantry (1 Maratha) and 20 Rajput (Jodhpur), respectively.

Daman, just about 72 square km in area, was a small Portuguese enclave located at the southern end of Gujarat bordering Maharashtra and just about 193 km and four hours drive north of Bombay. The countryside is broken, interspersed with marsh, salt pans, nallahs, paddy fields, coconut and palm groves. The river Daman Ganga splits the capital city of Daman into two halves — Nani (north) and Moti (South). An airfield was (and still is) located in Nani Daman. The Portuguese garrison in Daman was headed by a Governor, Major Antonio Bose da Costa Pinto, with 360 armed Portuguese troops, 200 policemen and about 30 customs officials under him. The strategically important features were Daman Fort, the Air Control Tower (ACT) of the airfield and, of course, the Daman Ganga separating Daman City.

The key components of the plan of 1 Maratha under its Commanding Officer, Lt-Col SJS Bhonsle, were the swift occupation of the Daman airfield, the need for speed to avoid unnecessary casualties to own troops and a force self contained for 10 days. The plan was to capture Daman piecemeal in four phases, to start with the area of the airfield, then progressively to area garden, Nani Daman and finally Moti Daman to include the fort. During the wee hours on December 18 the start line was crossed. However, the surprise was lost when ‘A’ Company (Coy) tried to capture the Air Control Tower (ACT) and the battalion suffered its first three casualties. The enemy lost one soldier while six were taken captive. ‘D’ Coy captured Point 365, just before first light. At the crack of dawn two sorties of Mystier fighters attacked enemy mortar positions and the guns inside the Moti Daman Fort. The momentum of the advance by the Marathas was carefully maintained and monitored. By noon the airfield was negotiated by A and C Coys simultaneously. In the ensuing exchange of fire ‘A’ Coy lost one more man while seven were wounded.

However, the Portuguese had had enough as the Marathas kept on advancing aggressively. The next morning the Secretary to the Governor of Daman with some civilians displaying a white flag came forward to surrender unconditionally. Later, the Governor, who was wounded, came forward himself to meet the CO and soon the garrison commander Major Antonio Jose da Costa ordered his forces to cease fire as he signed the document of unconditional surrender. In this operation the unit lost four men, including a JCO, while 14 were wounded, earning one VSM for the CO, two Sena Medals and five Mentioned in Dispatches, while the enemy’s casualties were more than double. Approximately 600 Portuguese were taken captive (including 24 officers) and a large quantity of arms, ammunition and vehicles were captured.

At the Diu theatre, Lt Col Bhupinder Singh, CO of 20 Rajput (Jodhpur) was told to capture Diu, a small island just 39 square km in size located at the southern coast of the Saurashtra peninsula. The unit concentrated at Una near Diu by December 17, 1961. Patrols were sent to the village of Kob and beyond to observe the pattern of the tides, phase of the moon and the likely crossing places on the creek, after which it was decided to cross the creek from the northern side of the island. The operation was planned in two phases. In phase one the Diu airfield was to be captured to block the advance of the Portuguese and to stop any reinforcements from coming in. In phase two the entire island was to be captured. In consonance with the plans the unit started its final preparation.

Again, during the wee hours of December 18, 1961, ‘A’ and ‘C’ Coys launched their boats and phase one of the operation commenced. As the companies reached the middle of the creek the Portuguese on Diu opened fire with two MMGs and two LMGs, capsizing some of the Rajput boats. Major Mal Singh along with five men pressed on his advance and crossed the creek. On reaching the far bank he and his men assaulted the LMG trenches at Fort-De-Cova and silenced them. The Portuguese MMG fire from another position wounded the officer and two of his men. However, with the brave efforts of company Havildar Major Mohan Singh and two other men, the three wounded were evacuated to shore and safety. As dawn approached the enemy increased the intensity of fire and the battalion’s water crossing equipment suffered extensive damage. As a result the CO had to order the battalion to fall back to Kob village by first light.

Soon after dawn, the Indian Air Force was requisitioned and they bombed the island of Diu. Sitting on the home bank the troops could see the enemy ammunition, petroleum dumps and water reservoirs being destroyed by the bombers. Fort-De-Cova, Secho and Fort-De-Mar, which were the Portuguese strong points, were heavily damaged. The Indian naval ship Delhi, which was positioned on the eastern edge of Diu island, also joined in and took on targets at Fort-De-Mar and the citadel.

Later that evening ‘B’ company, which had now relieved ‘C’ company of 4 Madras at Gogis, destroyed other enemy positions with rockets and six pounder guns. The Portuguese finally gave up their resistance and indicated their willingness to surrender. Their emissaries were brought to the battalion headquarters for formal talks and on December 19 by noon the Portuguese formally laid down their arms. In this swift action the battalion took 403 Portuguese as prisoners, which included the Lieut-Governor of the island along with 18 officers and 43 sergeants. For their gallant action Major Mal Singh and Sepoy Hakam Singh were awarded Ashok Chakra (Class III).

While the Portuguese did not offer any determined resistance in Goa, their garrisons in Daman and Diu put up a stiff fight before surrendering. A likely explanation of this is that the authorities in Goa lost touch with these enclaves and thus they could not pass on to them the instructions to cease resistance. All these three operations were classic inter-services joint operations where speed, secrecy and well co-ordinated actions of the Indian Army, Navy and the IAF played handsome dividends, thus assuring total success in all spheres.

https://en.m.wikipedia.org/wiki/Saat_Hindustani

 

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